Prostituição é abordada como tema da edição n. 10 do Repórter Unesp

A prática da prostituição é abordada como tema da edição n.10 do Repórter Unesp – portal jornalístico multímidia desenvolvido junto ao Laboratório de Estudo em Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã (Lecotec) da Faac da Unesp de Bauru. Os trabalhos são desenvolvidos pelos bolsistas, colaboradores e alunos das disciplinas Digital I e II do curso de Jornalismo. 

Conversei com Nayara Kobori, sobre o tema da prostituição, na cidade de Ribeirão Preto, após participar da palestra “Mulher e a Abolição Inacabada: exploração sexual, prostituição e racismo” realizada no UNISEB, sob organização da bibliotecária Bianca Miranda de Almeida.

Foto: Nayara Kobori - Palestra realizada em 09.05.14 no UNISEB

Foto: Nayara Kobori – Palestra realizada em 09.05.14 no UNISEB

Link da edição n.10 do Repórter UNESP : http://www.reporterunesp.jor.br/category/webrevista/prostituicao/

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Centro Cultural (Vergueiro) exibe mostra de filmes sobre prostituição

O Centro Cultural São Paulo (Vergueiro) exibe sessões de filmes que abordam a prática da prostituição. A mostra ficará em cartaz entre os dias 20 de maio e 1º de junho, com ingressos a R$ 1.

A mostra é composta pela exibição de 15 filmes e tem como objetivo atualizar o debate sobre a representação da prostituição em diversas épocas e segmentos do cinema, sob olhares de diferentes nacionalidades.

Dentre os filmes estão “Simon Killer” e “A glória das prostitutas” do austríaco Michael Glawogger, a produção brasileira “Noite Vazia” de Walter Hugo Khouri, o filme “Confissões de uma garota de programa” de Steven Soderbergh que conta com a participação de Sasha Grey – escritora e atriz pornô, além da recente produção “Jovem e bela” de François Ozon. 

A programação está disponível em:  

http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_cinema_mostra_prostituta.html

Endereço: R. Vergueiro, 1000, Liberdade – Oeste,  São Paulo – fone: (11) 3397-4002/Próximo a Estação Vergueiro (Metrô – Linha 1 Azul)

APROS-PB divulga nota de repúdio a declarações preconceituosas de vereador do DEM

Não é a primeira vez que um integrante do partido DEM profere discurso marcado pelo preconceito e desconhecimento da luta social implementada, no Brasil,  pelas prostitutas que reivindicam seus direitos, tais como saúde, educação, cultura, dentre outros. Alguns se incomodam quando prostitutas afirmam que são felizes, outros ficam preocupados com a ideia de que “exercer prostituição é uma modalidade de cultura” e tem aqueles que torcem o nariz quando se fala em regulamentação da profissão da prostituta. Certamente, esse espanto diante da prostituição se dissipa, quando esses mesmos homens, se encontram nas boates, nos bares e nas ruas em busca de serviços sexuais. E a hipocrisia segue seu curso!
Divulgo, abaixo, nota de repúdio da APROS-PB contra declarações feitas pelo vereador Lucas de Brito Pereira (DEM).
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NOTA DE REPÚDIO
A Associação das Prostitutas da Paraíba (APROS-PB) vem à público declarar, manifestamente, o seu repúdio às afirmações feitas pelo vereador Lucas de Brito Pereira (DEM) na tribuna da Câmara de Vereadores de João Pessoa, no dia 30 de abril de 2014. O vereador, na ocasião, expressava o seu descontentamento com o projeto “Puta Cultura” aprovado pela Fundação Cultural de João Pessoa (FUNJOPE). O projeto consiste em realizar atividades culturais, como apresentações teatrais, na promoção de esclarecimentos sobre as DST/HIV/AIDS e Hepatites Virais, além de contribuir para a redução dos estigmas produzidos contra as prostitutas e conscientizá-las acerca de seus direitos e promover seu acesso aos bens culturais.
A APROS-PB realiza atividades desde 2001. A Associação é referência nas ações de identificação, mapeamento e prevenção contra DST/HIV/AIDS, desenvolvendo um trabalho orgânico com as prostitutas, recebendo o reconhecimento e o respaldo das diversas esferas institucionais do poder público. Sendo a prostituição uma profissão estigmatizada e vulnerável às problemáticas sociais, tais quais a epidemia da AIDS, as várias formas de violência, as desigualdades de gênero e a ausência de políticas públicas, se faz necessário uma abordagem diferenciada com a categoria, visto que, apesar da prostituição ser um trabalho e ser possível às prostitutas sustentarem a si e a suas famílias, a profissão não é regulamentada, não tendo estas profissionais amparo legal, carteira de trabalho, assistência médica, licença maternidade e aposentadoria.
Reconhecer que uma das profissões mais antigas do mundo necessita de regulamentação e tutela pelo poder público é identificar a importância histórica dessas trabalhadoras. É, necessariamente, perceber que o equívoco, na verdade, se encontra na postura assumida pelo agente público em acreditar que ele, na sua arrogância, pode dizer o que é ou não cultura ou mesmo quais as políticas públicas devem ser destinadas as prostitutas. Ousando insinuar que à estas deveriam ser reservadas ações relacionadas a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes) que viabilizassem a saída destas da profissão, buscando dessa forma, exercer o controle da vida sexual das prostitutas, lhes negando a poder sobre seus corpos e reforçando desta forma uma cultura machista e patriarcal.
Ser puta é tão culturalmente válido quanto ser atriz, bailarina, carteira e até vereadora. A hipocrisia aliada à conservadora moral sexual opera o fundamento estrutural dos discursos na deslegitimação do nosso trabalho. Nesse sentido, promover condições para que as profissionais do sexo de baixa renda, pouco escolarizadas, moradoras das periferias de João Pessoa possam ter oportunidades de acesso à educação e à cultura se torna essencial, sendo, inclusive, um resgate de uma dívida histórica com estas mulheres.
 
Por isso, tire o seu moralismo dos nossos corpos! Eles não lhes pertencem!
 
João Pessoa, 03 de maio de 2014.