Paulo Freire será homenageado na Feira do Livro (Ribeirão Preto)

A Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto é um evento de reconhecimento nacional e internacional que já faz parte do calendário da cidade e da região. Organizada pela Fundação Feira do Livro e pela Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, essa Feira configura-se como uma das quatro mais importantes do Brasil e uma das maiores a céu aberto do mundo. A Feira é realizada nas praças centrais da cidade e espaços culturais ao seu redor, somando mais de 16 mil m2.

Em 2012, será realizada a 12ª. edição do evento que prestará homenagem ao educador Paulo Freire. Durante as diversas atividades do evento (mesas, conferências, show, premiações, rodas de conversa, dentre outras) serão lidos textos do autor. No dia 02 de junho (sábado), às 16h, será realizada uma mesa de debate sobre a obra de Paulo Freire e a educação brasileira com a participação de Carlos Rodrigues Brandão, César Nunes, Nita Freire e Maria Celina Recena.

Marcha das Vadias mobiliza pessoas em diversas cidades do país

No último sábado 26.05.12, foi realizada em São Carlos/SP a primeira edição na cidade da chamada Marcha das Vadias organizada por estudantes e integrantes da frente feminista local.  Com faixas pretas pintadas na altura do olho e batom vermelho nos lábios, homens e mulheres protestaram a favor da igualdade de gêneros.

Marcha em São Carlos – Foto:Fernanda Vilela

O evento teve participação significativa de pessoas que se mobilizaram para manifestar pelo fim da violência contra as mulheres. Segundo informações da Polícia Militar, cerca de 300 pessoas participaram da manifestação. Além de acontecer em São Carlos, a Marcha também foi realizada na mesma data em outras cidades como Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Sorocaba/SP e Vitória/ES.

Manifestantes se reuniram na Praia de Copacabana – Marcha no Rio
Foto: Luiz Roberto Lima

Marcha das vadias será realizada em São Carlos

Charge de Carlos Latuff

No próximo sábado – 26 de maio – será realizada na cidade de São Carlos mais uma edição da chamada Marcha das Vadias, movimento que visa a problematizar o assédio moral voltado às mulheres. O evento vem sendo organizado por estudantes da UFSCar e USP e tem como objetivo combater a violência contra as mulheres.

A manifestação almeja (re)significar o termo “vadia” comumente usado para imputar culpa às mulheres vítimas de agressões sexuais, de modo a estigmatizar todas as mulheres por adotarem comportamentos e vestimentas que segundo a moral vigente não condizem com o que se espera da chamada “mulher honesta”.

A Marcha será realizada em outras cidades e, em São Carlos, a concentração ocorrerá a partir das 9h na praça Santa Cruz e de lá as pessoas participantes seguirão pela Avenida São Carlos com destino à praça do Mercado Municipal.

Mocha Celis: escola para transgêneros se pauta nas contribuições de Paulo Freire

Mocha Celis é o nome atribuído à primeira escola de ensino médio voltada a travestis e transexuais na Argentina que funciona no bairro de Chacarita na capital. A escola é assim denominada em homenagem a Mocha Celis, uma travesti argentina que ficou conhecida no bairro de Flores (em Buenos Aires) devido à brutalidade de sua morte em decorrência de três tiros que recebeu na cabeça. Acredita-se que ela foi assassinada por um sargento das redondezas. O caso gerou revolta causando grande mobilização das pessoas, especialmente, de integrantes da comunidade LGBT.

O projeto começou durante uma conversa informal entre os atuais coordenadores da escola, Francisco Quiñones e Agustín Fuchs. Ambos já tinham experiência na área do cooperativismo e da educação popular. Em 2011, convocaram ativistas do movimento argentino para inaugurar a primeira escola voltada a atender o público. “Chegamos a conclusão de que seria ótimo poder montar um projeto de escola inclusiva para a população Trans e assim nasceu a Mocha Celis”, recorda Quiñones (JORNAL DO BRASIL, 22.05.12).

De acordo com Francisco Quiñones, o principal objetivo de uma escola popular como o Mocha Celis é integrar conteúdos de maneira a promover o maior intercâmbio de conhecimento possível. Por isso, na única sala de aula existente até o momento na escola, as cadeiras estão dispostas ao redor de uma única mesa central, onde se sentam alunos e professores e juntos definem as regras de convivência. As contribuições da Educação Popular e a obra do educador Paulo Freire são apontadas por Francisco como a inspiração para a concepção de educação e a metodologia adotadas na escola, onde ocorrem aulas de literatura, cooperativismo, matemática, noções digitais, memória e reconhecimento trans, entre outras matérias. O curso tem duração total de três anos.

Panfleto de divulgação – imagem de Sarmiento com maquiagem

O cartaz de divulgação da escola (acima) desvela o desejo de romper com o modelo sarmientista* de educação voltado a transmissão de conteúdos e à homogeinização das pessoas em vez da valorização da diversidade.

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* Domingo Faustino Sarmiento foi o primeiro presidente da República Argentina e reformou o sistema escolar argentino, universalizando a instrução  pública.

Seminário com Carlos Rodrigues Brandão é realizado em São Carlos

As integrantes do GETS – Fabiana Rodrigues de Sousa, Flávia do Carmo Ferreira, Maria Waldenez de Oliveira e Pâmela da Costa Garcia – participaram do seminário de aprofundamento de estudos “Pesquisa em Educação como Cultura”, no qual o professor Dr. Carlos Rodrigues Brandão* (UNICAMP)  proferiu palestra sobre o fazer pesquisa . O evento foi promovido pelo Grupo de Pesquisa Práticas Sociais e Processos Educativos (UFSCar) e pela ONG De pés no chão: formação e mobilização comunitária (São Carlos) e organizado pela professora Dr. Valéria Oliveira de Vasconcelos.

O Seminário foi realizado no dia 19 de maio, na sede da referida ONG e contou com a participação de mais de 40 pessoas, dentre elas estudantes de graduação e pós-graduação, membros da ONG e profissionais da educação e saúde.

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* Carlos Rodrigues Brandão trabalha desde 1963 como educador popular. É autor de vários livros nas áreas de antropologia social, educação, questões ambientais e literatura. Há mais de 15 anos dedica-se ativamente ao ambientalismo e, de maneira especial, à educação ambiental. Mestre em antropologia social pela Universidade de Brasília (UnB), doutor em ciências sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e livre-docente pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Projetos de Educação Popular em Saúde desenvolvidos em São Carlos são premiados

Saiu o resultado do Prêmio Victor Valla de Educação Popular que teve como objetivo favorecer o fortalecimento de grupos e coletivos que desenvolvem ações de Educação Popular em Saúde.  O prêmio consiste numa forma de homenagear Victor Vincent Valla (1937-2009) responsável pela consolidação da relação entre Educação Popular e a Saúde, deixando um legado que inspira a reflexão sobre os modos de viver e produzir saberes das classes populares e suas relações diretas com a saúde. Sua obra é uma referência significativa para as práticas de gestão participativa, cuidado e promoção da saúde no SUS.

Dentre os projetos premiados, quatro são desenvolvidos na cidade de São Carlos. Na categoria “produção audiovisual”, o primeiro lugar foi conquistado pelo projeto Mapeamentos de práticas populares de educação popular e saúde, cuja autoria é de  Maria Waldenez de Oliveira (UFSCar). Na categoria “narrativas e relatos”, o projeto Idoso um olhar atento a arte integrando vidas de autoria de Nilva Helena Rodolfo Rodrigues (PMSC) obteve a décima colocação. E na categoria “pesquisas e sistematizações”, os projetos Morar e trabalhar na mesma comunidade: a visão do praticante de práticas populares de saúde, cuja autoria é de Hananiah Tardivo Quintana (UFSCar) e Mapeamento de experiências de educação popular e saúde de São Carlos de autoria de Aline Guerra Aquilante (UFSCar) obtiveram, respectivamente, a oitava e nona colocações. O resultado completo está disponível em:

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/resultadofinal_victorvalla.pdf

Marcha das Vadias é realizada em Jerusalém

Nesta sexta-feira (04.05.12), dezenas de mulheres israelenses – e também alguns homens – marcharam com poucas roupas pelo centro de Jerusalém em mais uma chamada SlutWalk – Marcha das Vadias (como é conhecido o movimento no Brasil). As participantes protestaram contra as justificativas para o assédio que recebem e defenderam o direito de se vestirem como quiserem.  Destacando que o modo como se vestem não deve ser uma justificativa para legitimar o assédio e a violência sexual.

Manifestantes percorreram as ruas do centro da parte ocidental da cidade diante da perplexidade de transeuntes, cantando lemas como “Basta! Culpem o estuprador”, “Meu corpo é só meu”, dentre outros.

Manifestantes marcham em Jerusalém

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