UFSCar realizará homenagem aos 90 anos de nascimento do educador Paulo Freire

cartaz do evento

No dia 29 de agosto, será realizada a palestra “Comemoração dos 90 anos do nascimento de Paulo Freire”. No evento será abordado o legado e as principais contribuições de Freire para a educação brasileira, sob o olhar de Ana Maria Araújo Freire ( doutora em Educação pela PUC-SP e esposa de Paulo Freire) que acompanhou o educador nos últimos dez anos de sua vida.

O evento contará também com a apresentação cultural do mestre de capoeira Izael Teixeira.  A palestra é promovida pelo grupo de pesquisa “Práticas Sociais e Processos Educativos”, vinculado ao Programa de Pós-Graduação de Educação da UFSCar. A atividade marca a abertura do III Seminário de Pesquisas em Práticas Sociais e Processos Educativos.

A atividade é gratuita e aberta a todos os interessados. A palestra tem início às 19 horas, na Sala de Projeções do CECH, na área Sul do campus São Carlos (no AT2). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3351-8356.

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México – Encontro nacional de trabalhador@s sexuais problematiza direitos humanos e trabalhistas da categoria

Conforme declaração de Jaime Montejo (integrante da organização civil Brigada Callejera), a criação da lei de proteção de vítimas do tráfico de pessoas, no México, e a discussão de leis nos congressos locais que visam a punir pessoas que contratam serviços sexuais contribuíram para gerar um processo de criminalização e perseguição à trabalhador@s sexuais de distintos lugares do México.

O XIV Encontro Nacional de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais promovido pela Rede Mexicana de Trabalho Sexual, realizado nos dias 19, 20 e 21 de julho no Distrito Federal, teve como objetivo afirmar a importância da defesa dos direitos humanos e trabalhistas das pessoas trabalhadoras do sexo, além de fazer um diagnóstico da situação vivenciada em diferentes partes do país onde se levam a cabo ações policiais com o pretexto de detectar casos de tráfico de pessoas. Durante o encontro, foi elaborado um documento que apresenta dados de agressões contra pessoas trabalhadoras do sexo de todo o país no período de dezembro de 2010 a julho de 2011.

Dentre as atividades do evento, destaca-se uma oficina de jornalismo ministrada por Krizna Avendaño, Mérida e “La Tesorito”. De acordo com Krizna Avendaño, a ideia da oficina surgiu porque as trabalhadoras do sexo querem divulgar o que estão passando, os meios de comunicação são custeados por quem está no poder e não divulgam as notícias com veracidade. As trabalhadoras do sexo querem compartilhar notícias, buscar formas de difundir suas problemáticas e verdadeiras realidades. E Mérida comenta que a oficina gera oportunidades para mostrarem a situação que vivenciam às pessoas que não conhecem a realidade do trabalho sexual.

Elvira Madrid (integrante da Brigada Callejera) destaca, ainda, que durante todo o evento foram abordados temas como saúde sexual e reprodutiva, alerta que também será desenvolvida uma campanha para prevenir a exploração sexual, na qual serão divulgadas a HQ “Ruiseñoras de ensueño” e o conto “El tigre floral”.

Encontro Nacional de Trabalhador@s Sexuais

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* Brigada Callejera en Apoyo a la Mujer “Elisa Martinez” –  grupo que promove, no México, auto-organização de trabalhador@s sexuais e sua atenção médica.

Fonte : http://www.ciudadaniasx.org/breve.php3?id_breve=538

Bolívia realiza Segundo Congresso Nacional de Líderes Trabalhadoras do Sexo

Foi realizado, nos dias 2 e 3 de agosto, o Segundo Congresso Nacional de Líderes Trabalhadoras do Sexo com objetivo de capacitar essas mulheres, visando a fortalecer suas organizações para que possam influenciar políticas públicas e atuarem como protagonistas em espaços de tomada de decisões.

De acordo com boletim da Organização de Trabalhadoras Noturnas da Bolívia (OTN-B)* o termo “lideresa” (aqui traduzido como líderes) refere-se à pessoa que assume a responsabilidade de dirigir a sua organização para lograr fins coletivos, tendo como características sociabilidade, iniciativa e cooperação, cuja ação abarca sentimentos, atitudes, interesses e valores voltados à coletividade.

Mulheres trabalhadoras do sexo de diferentes partes da Bolívia – como Pando, Oruro, El Alto, Beni, La Paz, Montero, Santa Cruz, Sucre, Tarija, Cochabamba y Potosí – se reuniram no congresso para apresentar as diversas demandas e realidades em que suas companheiras realizam seu trabalho. O evento também contou com a participação da Organização de Trabalhadoras Noturnas da Bolívia, além de funcionários e autoridades de ONG e instituições públicas como o Defensor del Pueblo Cochabamba, Asociación IBIS HIVOS, Capacitación y Derechos Ciudadanos, UNFPA, , el Programa Departamental de ITS VIH SIDA de Cochabamba, y Vivo en Positivo que ratificaram seu pleno apoio às organizações de trabalhadoras sexuais.

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*Organização social composta por mulheres trabalhadoras do sexo das cidades de La Paz, El Alto e interior da Bolívia.

Fonte : http://www.ciudadaniasx.org/breve.php3?id_breve=537

Encontro Regional DST/HIV é realizado pelo Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará

Conforme informações divulgadas no Jornal Beijo da Rua (www.beijodarua.com.br), mais de 300 pessoas participam da abertura do Encontro Regional DST/HIV/Aids e Hepatites Virais na Prostituição – Desafios na Amazônia Legal. O evento foi promovido pelo Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará (Gempac), em 4 de agosto, na cidade de Belém/PA. Participaram do evento ativistas de associações de prostitutas, simpatizantes e parceiros da iniciativa privada, do governo e de outros movimentos sociais, como profissionais de saúde e outras áreas.  Além de mesa inaugural e exibição de painel sobre a Rede Brasileira de Prostitutas, o evento também contou com a exibição de um filme sobre o Gempac, no Teatro Estação Gasômetro, e com o desfile da grife Daspu, marca da ONG Davida.

O evento objetivou contribuir com a mobilização no sentido de enfrentamento às infecções sexualmente transmissíveis e HIV no contexto da prostituição na Amazônia, por meio da promoção da auto-organização, do planejamento e implementação de estratégias para reduzir vulnerabilidades a estas infecções e para fomentar políticas públicas que venham a consolidar o trabalho em rede desenvolvido pelas prostitutas brasileiras organizadas na Rede Brasileira de Prostituta (http://www.redeprostitutas.org.br/).

No último dia do evento, prostitutas reunidas em Belém tomaram uma decisão histórica e decidiram deixar de participar de editais do Ministério da Saúde que oferecem recursos para o combate a doenças sexualmente transmissíveis e Aids.  Segundo Gabriela Leite, fundadora da Rede Brasileira de Prostitutas, a decisão foi tomada porque o Estado se limita a dar apoio às organizações de mulheres da vida no campo da Aids. Ela lembra que, desde o século XIX, a prostituição é concebida como sinônimo de doença, ao passo que o movimento organizado tem diversas outras demandas, como a regulamentação da profissão.

Protesto contra onda de estupros em Barão Geraldo – Campinas/SP

A cidade de Campinas/SP registrou 122 estupros no primeiro semestre de 2011.  No mês de julho deste ano, denúncias de casos de estupros ocorridos no Distrito de Barão Geraldo, em Campinas/SP, alarmaram os moradores e a divulgação dessa onda de violência sexual culminou na organização da Marcha das Vadias de Campinas, uma releitura da Slut Walk realizada, neste ano, em Toronto no Canadá e que inspirou outras marchas em diversas cidades do mundo. No Brasil, a primeira Marcha das Vadias ocorreu na cidade de São Paulo, no dia 4 de junho de 2011, espalhando-se por Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Curitiba, Natal, dentre outras cidades.

 Atividades da Marcha das Vadias em Campinas

Dia 11/08/2011 – Participação no Ato contra a onda de estupros em Barão Geraldo, organizado por pessoas que participam das redes sociais na Internet.

Dia 13/08/2011 – Participação no Picareta do Berra Vaca, o carnaval fora de época de Barão Geraldo.

 Em setembro/2011 – Marcha das Vadias de Campinas

 Vídeo da passeata contra onda de estupros em Barão Geraldo: 

Mais informações disponíveis em:

No Facebook: https://www.facebook.com/pages/Marcha-das-Vadias-Campinas/207263652655580

Na blogosfera: http://marchavadiascampinas.wordpress.com/

Prostituição é debatida no Congresso Luso Afro Brasileiro de Ciências Sociais

Entre os dias 7 e 10 de agosto de 201 foi realizado, em Salvador/BA, o XI CONLAB “ Congresso Luso Afro Brasileiro de Ciências Sociais”, no qual foi desenvolvido o Grupo de Trabalho 46 – Prostituição e trocas econômico-sexuais no mundo luso-afro-brasileiro . O GT foi coordenado por Soraya Silveira Simões (UFRJ) e Hélio Raymundo Santos Silva (UFSC) e teve como objetivo dar continuidade à discussão iniciada na XXVII Reunião Brasileira de Antropologia em torno de diferentes visões e práticas que constituem o campo da prostituição e observar, com elas, as construções estruturantes de gênero e outras identidades sociais.  Segue abaixo, relação de trabalhos apresentados no GT.

Data: 9 de agosto

Autor

Título do trabalho

Ana Paula da Silva

“A metrópole tropicalista”: uma análise da cidade de São Paulo no mercado sexual internacional

Fernanda Maria Vieira Ribeiro

Casas de prostituição e o circuito sexual das prostitutas de luxo no Nordeste

Jose Lopez Riopedre

Inmigración brasileña y prostitución femenina en la ciudad de Lugo (España)

Thaddeus Gregory Blanchette

Putas, playas e Hell’s Angels: turismo sexual, classe, raça e mestiçagem em Copacabana

Aparecida Fonseca Moraes

Corpos normalizados, corpos degradados: os direitos humanos e as classificações sobre a prostituição de adultas e jovens

Andreia Skackauskas Vaz de Mello

Prostituição, sexualidade e religião: reflexões a partir da Pastoral da Mulher Marginalizada no Brasil

Flavio Cruz Lenz Cesar

Representações das prostitutas nas políticas públicas no Brasil

Ana Paula Luna Sales

Amor à venda? Ritualizações do sexo pago entre as prostitutas do Restaurante Granada

Manuela Vieira Blanc

Dama como puta ou puta como dama? Sociabilidade erótica e novas representações de conjugalidade

Adriana de Araujo Pinho

Sexo transacional e comercial na região de fronteira internacional entre Angola e Namíbia

 Data: 10 de agosto

Autor

Título do trabalho

Fabiana Rodrigues de Sousa

Prostituição, corpos e sentidos: apreensão de saberes consolidados na noite

Christine Escallier

Pesca e Prostituição: as estratégias de sobrevivência das mulheres de pescador da Zona do Salgado paraense-Brasil

Isabel Cristina das Neves Oliveira

Violência Sexual Infanto-Juvenil: Uma Investigação Sobre Seus Fatores Condicionantes em Marituba

Victor Hugo de Souza Barreto

“Às vezes eu me sinto uma puta da zona!” – A atividade da prostituição vista por garotos de programa

Mikelly Gomes da Silva

Uma etnografia online: representações da michetagem na cidade de Natal/RN

Alexandre Eustáquio Teixeira

Representações sobre a atividade dos garotos de programa em Belo Horizonte: trabalho, ocupação ou quebra-galho?

Érika Bezerra de Meneses Pinho

Envelhecimento e trabalho sexual – trajetórias de vida de prostitutas idosas

Christian Muleka Mwewa

Corpo, profissionais do sexo e indústria cultural: implicações econômico-sexuais no mundo luso-afro-brasileiro

 

Mulheres negras recebem prêmio ‘ Luiza Mahin’ em homenagem ao Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

No dia 25 de julho, a docente Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (do Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas da UFSCar e membro do Grupo de Pesquisa Práticas Sociais e Processos Educativos) recebeu o prêmio “Luiza Mahin” * oferecido pela Secretaria Municipal de Participação e Parceria de São Paulo. A premiação foi realizada na Câmara Municipal de São Paulo e teve como objetivo reconhecer esforços das mulheres negras do continente americano em defesa das transformações nas relações de gênero e raça.

O I Prêmio Luiza Mahin foi concedido a sete mulheres negras brasileiras, que se destacaram pela coragem, persistência e liderança. O senador Eduardo Suplicy, presente ao evento declarou: “Sete mulheres de destaque por sua atuação nos movimentos sociais e na luta contra a discriminação foram hoje justamente homenageadas nesta Casa. Isso é uma honra para mim, como convidado, e um avanço para a cidadania do Brasil”. As premiadas foram:

– Ana Maria Araújo Santos, mais conhecida como Mãe Ana de Ogum, filha-de-santo de mãe Simplícia de Ogum da Casa de Oxumare. Iniciada ao culto dos orixás com 16 anos, ela completou 50 anos mantendo viva a tradição do candomblé;

– Fanta Konate, bailarina, coreógrafa e cantora, foi fundadora da ONG África Viva e fundadora e coordenadora do Instituto Famodou Konatê, com sede em São Paulo;

– Luislinda Dias de Valois Santos, a primeira mulher negra a entrar para a magistratura no Brasil, em 1984, e a primeira profissional a proferir uma sentença contra o racismo no País;

– Mafoane Odara Poli Santos faz mestrado de psicologia Social na USP, milita nas áreas de juventude, saúde, gênero e raça e coordena o Geração Muda Mundo, programa de juventude da Ashoka Empreendedores Sociais;

Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, professora titular de ensino-aprendizagem e Relações Étnico-Raciais da Universidade Federal de São Carlos, pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros/UFSCar e coordenadora do Grupo Gestor do Programa de Ações Afirmativas da UFSCar, entre outros;

– Sonia Maria Pereira Nascimento, advogada, fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, do qual foi presidente por duas gestões. Coordenou os projetos SOS Racismo de Assessoria Jurídica às Vítimas de Discriminação Racial de 1994 a 1998 e o projeto Atendimento Psicossocial às Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Sexual;

– Theodosina Rosário Ribeiro, formada em filosofia e direito, foi a primeira mulher negra a se eleger pela Câmara Municipal de São Paulo, em 1968. Teve ainda três mandatos como deputada estadual.

Mulheres premiadas

A respeito da premiação que recebeu, Petronilha disse: “O evento foi muito importante por reconhecer e valorizar o trabalho de mulheres negras, descendentes dos africanos, no sentido de divulgação da cultura negra, inclusão social e luta antidiscriminatória em favor de todos os segmentos da população brasileira que a sociedade insiste em manter a margem”.

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* O prêmio é oferecido em referência à Luiza Mahin, mulher negra da tribo Mahin que liderou, em 1835, a Revolta dos Malês, uma das maiores rebeliões contra a escravidão ocorridas em solo baiano.

Fontes:  http://www2.ufscar.br                       http://www.camara.sp.gov.br