O prazer é todo nosso – Professores da UFSCar e Lola Benvenutti conversam sobre diversidade sexual

O evento O prazer é todo nosso – promovido pelo Centro Acadêmico (CA) de Letras em parceria com o CA de Linguística – será realizado nesta quarta-feira (29 de maio de 2013) a partir das 16h na área sul da Universidade Federal de São Carlos .  Serão debatidos os temas diversidade sexual, alteridade, educação e sexualidades transgressoras por meio de um bate-papo sobre a recente polêmica gerada em torno da posição de  Lola Benvenutti em tornar pública sua decisão em ser acompanhante.

Lola Benvenutti - graduada em Letras e acompanhante - participa de evento sobre diversidade sexual na UFSCar

Lola Benvenutti – graduada em Letras e acompanhante – participa de evento sobre diversidade sexual na UFSCar

Além da participação da acompanhante Lola Benvenutti, o evento também contará com a participação dos professores da UFSCar Jorge Leite (Ciências Sociais), Nelson Diniz (Educação) e Antón Míguez (Letras) que discutirão sobre educação, prostituição, mercado do sexo e os direitos d@s profissionais do sexo. As palestras ocorrerão no Teatro de Bolso da UFSCar. Além do bate-papo, o evento também contará com a exposição de diversos mecanismos midiáticos sobre o tema, como exibição de curtas-metragens, clipes, letras de músicas, poemas, reportagens, fotos e imagens. O encerramento contará com a participação de DJ’s.

 

São Carlos realiza segunda edição da Marcha das Vadias

No sábado, dia 25 de maio de 2013, cerca de 200 pessoas participaram da 2ª edição da Marcha das Vadias de São Carlos. Homens e mulheres com cartazes e frases de protesto pintadas no corpo caminharam juntos até a Praça do Mercado Municipal. O pessoal se reuniu na Praça Santa Cruz e seguiu para o Calçadão, onde um grupo encenou situações de opressão e machismo. O evento visa o fim da violência contra a mulher e promover a igualdade de gêneros.

Marcha das Vadias é realizada em São Carlos - Foto: Caliandra Segnini/G1

Marcha das Vadias é realizada em São Carlos – Foto: Caliandra Segnini/G1

Colóquio “Reflexões atuais sobre prostituição” será realizado em Buenos Aires

No dia 31 de maio de 2013, será realizado o Colóquio Reflexões atuais sobre prostituição às 19h, na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Buenos Aires (FFyL-UBA). O evento é organizado por PRI Debates contemporáneos de la teoría feminista. Implicancias y aportes para la investigación social del Instituto Interdisciplinario de Estudios de Género- (IIEGE/FFyL-UBA).    http://www.priteoriafeminista.blogspot.com.ar/

Palestrantes:

Dra. Cecilia Varela.  Del tráfico de las mujeres al tráfico de las políticas. Una exploración histórica sobre las campañas anti-trata en la última década.

 Dra. Deborah Daich. Sexo, género y dinero. Viejos pruritos morales, nuevos pánicos sexuales.

 Dra. Cristiana Schettini. En busca del tráfico: trabajo, inmigración y derechos a comienzos del siglo XX.

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Marcha das vadias será realizada pela terceira vez em Florianópolis

No dia 25 de maio, um sábado, ocorrerá a Marcha das Vadias de Florianópolis 2013. A concentração começa às 10h e a marcha sai às 12h.  A Marcha das Vadias protesta pelo fim da cultura do estupro e afirma que a única coisa que causa estupro são os estupradores. Esta é uma frente do movimento feminista e também luta pelo fim das hierarquias de gênero, fim do machismo, homofobia e racismo. Em Florianópolis esta é a terceira vez que a marcha será realizada.

O grupo organizador da manifestação esclarece, conforme decidido em reuniões, que a Marcha das Vadias de Florianópolis possui caráter anti-institucional, não sendo vinculada a qualquer bandeira, grupo ou partido político. No dia da Marcha, bem como nas semanas que a antecedem, ocorrerão oficinas e debates.

Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2013/04/518746.shtml

UFPR promove prêmio sobre diversidade sexual

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) promove o prêmio Educando para o respeito à diversidade sexual em parceria com a Aliança Global para a Educação. O prêmio tem como objetivo “promover a inclusão plena de pessoas que são prejudicadas por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero, identificando, aprimorando e compartilhando conhecimentos especializados na área da educação”

Poderão concorrer ao prêmio iniciativas de promoção do respeito à diversidade sexual no ambiente educacional no Brasil, realizadas nos últimos cinco anos (2009-2013), por indivíduos ou instituições públicas e privadas. Informações sobre as inscrições, que podem ser feitas até 12 junho, estão disponíveis no site http://www.cepac.org.br e via e-mail presidente@cepac.org.br.

Segundo Toni Reis, secretário de Educação da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT), o público-alvo deste evento, que emitirá certificado fornecido pela UFPR, é formado por ativistas do Movimento LGBT que trabalham na área; gestores e trabalhadores da educação. Também está aberto a representantes de organizações comunitárias e associações profissionais de classe interessadas no assunto; grupos de pesquisadores ligados às instituições de ensino superior que tenham atuação direta ou interesse no tema e à população em geral. O encontro também permitirá a definição de propostas que serão apresentadas na Conferência Nacional de Educação (Conae), que será realizada no próximo ano.

diversidade-sexual-banner-UFPR

Bairro de Belém do Pará promove partida do orgulho gay

Campinho do bairro do Parque Verde em Belém do Pará promove partida do orgulho gay. O jogo foi realizado entre as equipes As Divas de Belém do Pará e As Panteras do município de Acará.

Segue abaixo, vídeo exibido no programa Fora do Eixo da Sportv.

http://http://globotv.globo.com/sportv/fora-do-eixo/t/ultimos/v/campinho-de-bairro-em-belem-do-para-tem-partida-de-futsal-em-nome-do-orgulho-gay/2564632/

 

 

Professoras da UFSCar lançam livro sobre Saúde da Mulher

As professoras Aida Victoria Garcia Montrone e   Marcia Regina Cangiani Fabbro da Universidade Federal de São Carlos convidam a tod@s para o lançamento do livro Enfermagem em Saúde da Mulher. O lançamento será realizado no dia 14 de maio de 2013, às 21 horas, no Teatro Municipal de São Carlos.

Convite - Enfermagem em Saúde da  Mulher

Trabalhadoras do sexo realizam Marcha em 1 de maio no México

Nesse 1 de maio de 2013, cerca de 300 trabalhadoras do sexo marcharam no centro da Cidade do México em defesa do reconhecimento do trabalho sexual como trabalho e em protesto ao novo projeto de lei do Distrito Federal que versa sobre tráfico de pessoas. Se aprovado esse projeto,  “organizações terão a liberdade de estabelecer quem é vítima de tráfico. Isto é muito perigoso porque haverá quem argumente que todas as meninas que estão marchando conscientemente hoje são vítimas” disse Jaime Montejo da Brigada Callejera – organização que defende os direitos das trabalhadoras do sexo.

Durante a Marcha, as pessoas gritavam  “O trabalho sexual não é delinquência”  em alusão a outro grave problema do projeto de lei que é a tipificação criminal do cliente. Isso converte-se em problema, pois se o cliente é considerado criminoso, as pessoas trabalhadoras do sexo passam a ser cúmplices.

Foto: Clayton Conn - In: desinformemonos.org

Foto: Clayton Conn – In: desinformemonos.org

Alma Delia – trabalhadora sexual transgênero da Cooperativa Ángeles en Búsqueda de Libertad, aliada a Rede Mexicana de Trabalho Sexual – afirmou que a lei deve existir, mas é preciso considerar o trabalho sexual e fazer a distinção entre tráfico de pessoas e exercício voluntário da prostituição, pois nem tod@s são vítimas.

Segue abaixo, vídeo da Marcha produzido por Clayton Conn.

 Fonte: http://desinformemonos.org/2013/05/1-de-mayo-del-trabajo-a-la-calle/

Lola Benvenutti exerce trabalho sexual porque gosta

Hoje é o dia d@s trabalhadores e aproveito a data para falar da prostituição como trabalho sexual, assunto que ganhou grande repercussão recentemente com a reportagem divulgada nos diferentes meios de comunicação sobre a garota de programa Lola Benvenutti.

Gabriela Natália da Silva  – ou Lola como é conhecida no exercício de sua ocupação –  é uma jovem de 21 anos, recém formada no curso de Letras na Universidade Federal de São Carlos que reside na cidade de São Carlos. Ela ficou conhecida na cidade a partir do surgimento do blog (http://lolabenvenutti.blogspot.com.br/) onde divulga os serviços sexuais prestados, suas fotos e publica  contos sobre as experiências vivenciadas com a clientela.

Lola Benvenutti

Lola Benvenutti

Dotada de uma percepção crítica da atividade exercida, Lola teve coragem e ousadia para afirmar que é garota de programa por opção e porque gosta! Sua história chocou muita gente e foi um tapa na cara daquel@s que insistem em perceber a prostituta como vítima ou coitadinha que presta serviços sexuais por falta de opções.

Lola nasceu e foi criada em uma família de classe média na cidade de Pirassununga, no interior de São Paulo, filha de pai militar da reserva e mãe enfermeira,  não sofreu nenhum abuso, teve uma ótima educação, ingressou em uma universidade pública e não começou a fazer programas para custear os gastos com a  faculdade. Ela comenta em matéria cedida ao São Carlos em Rede: “Acho curioso o fato de as pessoas tentarem imaginar qual acontecimento familiar macabro me levou a este caminho. Lamento desapontá-los, mas a verdade é que tive ótima educação. Fui criada no sítio, com os melhores valores que alguém pode aprender. A questão é que eu amo sexo! Quando ainda era menor de idade, entrava em sites de relacionamento e marcava com homens que eu nunca tinha visto na vida. Tornar-me acompanhante foi apenas uma maneira de unir dois gostos: sexo e dinheiro”.

Diferentemente de Raquel Pacheco – a Bruna Surfistinha – que não se afirmava enquanto trabalhadora do sexo, Lola utiliza seu blog não apenas para divulgar os serviços sexuais prestados, mas também para problematizar o tabu em relação ao sexo e ao fato de cobrar por serviços sexuais.  Em matéria cedida a Felipe Turioni do G1, Lola fala sobre a hipocrisia de muitas pessoas que por um lado condenam essa prática, mas por outro reprimem seus próprios desejos. Lola diz: “As pessoas são hipócritas, vivem de sexo, veem vídeo pornográfico, mas não falam porque têm vergonha. Um monte de mulher entra no blog e fala que adoraria fazer o que eu faço, mas não tem coragem; e dos homens escuto as confissões mais loucas e cada vez mais esse tabu do sexo é uma coisa besta”, avaliou.

Certamente a coragem de Lola de mostrar-se – assumindo sua identidade e divulgando sua história – trará contribuições para descortinar faces não conhecidas do exercício do trabalho sexual.  Atividade multifacetada que não pode continuar sendo retratada como sinônimo de exploração, como bem têm nos mostrado Gabriela da Silva Leite – fundadora da ONG Davida – e agora Gabriela Natália da Silva – a Lola Benvenutti. Que venham outras Gabrielas! Aproveito a data e parabenizo a essas mulheres corajosas, perspicazes e trabalhadoras!