Marcha Contra a Homofobia na Avenida Paulista

Foto: Gabriela Gasparin

Centenas de pessoas participaram da Marcha Contra a Homofobia, realizada no dia 19 de fevereiro, uma manifestação contra a violência homofóbica e em prol da aprovação do projeto de lei contra a homofobia (PLC 122/2006)*

Munidos de apitos, faixas e outros acessórios com as cores do arco-íris, os manifestantes caminharam do cruzamento com a Rua da Consolação até o número 777 da Avenida Paulista, local onde um jovem sofreu uma agressão homofóbica no passado.

A Marcha foi organizada por ativistas que utilizam redes sociais na internet como recursos para fomentar a mobilização social. O evento contou com a participação da senadora Marta Suplicy que criticou a lentidão do Legislativo na aprovação de direitos a gays, lésbicas e travestis.

A ministra Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República) também participou da Marcha e anunciou o lançamento do Disque 100 – um serviço de denúncias de ações homofóbicas que funcionará 24 horas por dia recebendo ligações em defesa dos direitos humanos em todo o país.
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* Projeto de Lei da Câmara que visa a criminalizar ações discriminatórias motivadas por orientação sexual, identidade de gênero, idade e deficiência.

“Me Llaman Calle” – Manu Chao

O músico franco-espanhol Manu Chao destaca a necessidade da construção de um mundo mais justo e aborda diferentes temas em suas canções (amor, liberdade, migração, prostituição, etc).

A canção “Me Llaman Calle” foi escrita para o filme “Princesas” (2005) de seu amigo Fernando León de Aranoa. A letra aborda a prostituição de rua e foi elaborada com base no nome Caye – prostituta protagonista do filme. A respeito da canção Manu Chao comenta:

“Foi uma música que saiu fácil, o nome da personagem desencadeou os versos automaticamente.” Com ela, ganhou o Prêmio Goya (o mais importante do cinema espanhol), mas não foi buscar a estatueta. Em seu lugar, mandou as moças cujas histórias o filme retrata. “Sou muito grato à experiência de gravar essa música. Passar algum tempo com as prostitutas me fez conhecer sua delicadeza e sua força para enfrentar tantas dificuldades.”

Com a turnê “La ventura”, o músico tem se apresentado no Brasil e nesta semana (9/fevereiro) se apresentará em São Paulo/SP. Vale a pena conferir! Para mais informações acessar:  http://www.manuchao.net

Me llaman calle, pisando baldosa
La revoltosa y tan perdida
Me llaman calle, calle de noche, calle de día
Me llaman calle, hoy tan cansada, hoy tan vacía
Como maquinita por la gran ciudad

Me llaman calle, me subo a tu coche
Me llaman calle de malegría, calle dolida
Calle cansada de tanto amar
Voy calle abajo, voy calle arriba
No me rebajo ni por la vida
Me llaman calle y ése es mi orgullo
Yo sé que un día llegará, yo sé que un día vendrá mi suerte
Un día me vendrá a buscar, a la salida un hombre bueno
Pa toa la vida y sin pagar, mi corazón no es de alquilar

Me llaman calle, me llaman calle
Calle sufrida, calle tristeza de tanto amar
Me llaman calle, calle más calle

Me llaman calle la sin futuro
Me llaman calle la sin salida
Me llaman calle, calle más calle
La que mujeres de la vida
Suben pa bajo, bajan para arriba
Como maquinita por la gran ciudad

Me llaman calle, me llaman calle
Calle sufrida, calle tristeza de tanto amar
Me llaman calle, calle más calle

Me llaman siempre, y a cualquier hora
Me llaman guapa siempre a deshora
Me llaman puta, también princesa
Me llaman calle, es mi nobleza
Me llaman calle, calle sufrida, calle perdida de tanto amar

Me llaman calle, me llaman calle
Calle sufrida, calle tristeza de tanto amar

A la Puri, a la Carmen, Carolina, Bibiana, Nereida, Magda,
Marga, Heidi, Marcela, Jenny, Tatiana, Rudy, Mónica, María, María

Me llaman calle, me llaman calle
Calle sufrida, calle tristeza de tanto amar
Me llaman calle, me llaman calle
Calle sufrida, calle tristeza de tanto amar
Me llaman calle, me llaman calle
Calle sufrida, calle tristeza de tanto amar
Me llaman calle, me llaman calle