Campanha em defesa de Isabel – prostituta militante perseguida por denunciar violência policial no Rio de Janeiro

A organização Davida, o projeto de extensão Observatório da Prostituição e a organização Justiça Global divulgam campanha destinada a arrecadar fundos para assistir Isabel, prostituta brasileira que está escondida desde que se manifestou contra as graves violações de direitos cometidas pela polícia do Rio de Janeiro em uma das ações policiais mais violentas* contra a prostituição ocorrida em Niterói, em 23 de maio deste ano.

Isabel é a única vítima do “23 de maio” que deu testemunho público sobre as violações de direitos humanos que ela e suas colegas sofreram. P0uco tempo depois de pronunciar-se publicamente, ela foi sequestrada por quatro homens que a cortaram com uma navalha, lhe roubaram seu documento de identidade, lhe mostraram fotos de seu filho e lhe disseram para permanecer quieta, caso contrário, perderia a vida. Desde então, Isabel está escondida e sem possibilidade de trabalhar para sustento próprio e de sua família.

Segue link da campanha:

http://cienagadebocachica.blogspot.com.br/2014/07/campana-en-apoyo-prostituta-militante.html

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* Para saber mais sobre o que ocorreu na ação de 23 de maio consultar:

http://redlightr.io/100-sex-workers-illegally-arrested-robbed-and-raped-near-rio/

http://odia.ig.com.br/odia24horas/2014-04-02/prostitutas-param-o-transito-por-uma-hora-na-avenida-amaral-peixoto-em-niteroi.html

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Garota de programa Lola Benvenutti lança livro “O prazer é todo nosso”

A garota de programa Lola Benvenutti conhecida por narrar em seu blog experiências vivenciadas no exercício da prostituição lançará em agosto livro intitulado “O prazer é todo nosso” pela editora MosArte.

De acordo com matéria lançada no jornal Folha de São Paulo, o livro apresenta não apenas relatos dos programas realizados por Lola, mas também a defesa da autora da liberdade sexual que afirma “faço o que faço porque gosto, porque sou mulher, porque sou humana e tenho o direito de traçar o meu próprio caminho.”

Grupo de pesquisa da UFSCar lança livro sobre processos educativos em práticas sociais

O Grupo de Pesquisa Práticas Sociais e Processos Educativos (UFSCar) lança livro com resultados de pesquisas. O livro intitulado “Processos educativos em práticas sociais: pesquisas em educação”  foi organizado pelas professoras Maria Waldenez de Oliveira (UFSCar) e Fabiana Rodrigues de Sousa (UNISAL).

O lançamento será realizado no bar e restaurante Almanach,  na Avenida São Carlos, 2338, na cidade de São Carlos.

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PUTA DEI é comemorado em diversas cidades do Brasil

O PUTA DEI é um evento criado para celebrar o dia 2 de junho – Dia Internacional da Prostituta. O trocadilho do nome – PUTA DEI –  com as palavras day (dia) e dei (conjugação do verbo dar) mostra a irreverência e criatividade das prostitutas, em busca por sua autonomia e autodeterminação.

O evento foi (e ainda será) celebrado em diferentes cidades do Brasil. Em Nitéroi/RJ e São Paulo/SP a data foi comemorada com desfile da DASPU com o lançamento da coleção DASPU na Copa. Em Campinas, além do desfile houve também debate sobre regulamentação da profissão da prostituta. Em Belém do Pará, no GEMPAC – que idealizou esse evento – o dia foi comemorado com muita festa e intervenções artísticas.

Já em Belo Horizonte, na rua Guaicurus (na sede da APROSMIG), houve show, djs e seção de fotos, como pode ser visto no vídeo abaixo.

Prostituição é abordada como tema da edição n. 10 do Repórter Unesp

A prática da prostituição é abordada como tema da edição n.10 do Repórter Unesp – portal jornalístico multímidia desenvolvido junto ao Laboratório de Estudo em Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã (Lecotec) da Faac da Unesp de Bauru. Os trabalhos são desenvolvidos pelos bolsistas, colaboradores e alunos das disciplinas Digital I e II do curso de Jornalismo. 

Conversei com Nayara Kobori, sobre o tema da prostituição, na cidade de Ribeirão Preto, após participar da palestra “Mulher e a Abolição Inacabada: exploração sexual, prostituição e racismo” realizada no UNISEB, sob organização da bibliotecária Bianca Miranda de Almeida.

Foto: Nayara Kobori - Palestra realizada em 09.05.14 no UNISEB

Foto: Nayara Kobori – Palestra realizada em 09.05.14 no UNISEB

Link da edição n.10 do Repórter UNESP : http://www.reporterunesp.jor.br/category/webrevista/prostituicao/

Centro Cultural (Vergueiro) exibe mostra de filmes sobre prostituição

O Centro Cultural São Paulo (Vergueiro) exibe sessões de filmes que abordam a prática da prostituição. A mostra ficará em cartaz entre os dias 20 de maio e 1º de junho, com ingressos a R$ 1.

A mostra é composta pela exibição de 15 filmes e tem como objetivo atualizar o debate sobre a representação da prostituição em diversas épocas e segmentos do cinema, sob olhares de diferentes nacionalidades.

Dentre os filmes estão “Simon Killer” e “A glória das prostitutas” do austríaco Michael Glawogger, a produção brasileira “Noite Vazia” de Walter Hugo Khouri, o filme “Confissões de uma garota de programa” de Steven Soderbergh que conta com a participação de Sasha Grey – escritora e atriz pornô, além da recente produção “Jovem e bela” de François Ozon. 

A programação está disponível em:  

http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_cinema_mostra_prostituta.html

Endereço: R. Vergueiro, 1000, Liberdade – Oeste,  São Paulo – fone: (11) 3397-4002/Próximo a Estação Vergueiro (Metrô – Linha 1 Azul)

APROS-PB divulga nota de repúdio a declarações preconceituosas de vereador do DEM

Não é a primeira vez que um integrante do partido DEM profere discurso marcado pelo preconceito e desconhecimento da luta social implementada, no Brasil,  pelas prostitutas que reivindicam seus direitos, tais como saúde, educação, cultura, dentre outros. Alguns se incomodam quando prostitutas afirmam que são felizes, outros ficam preocupados com a ideia de que “exercer prostituição é uma modalidade de cultura” e tem aqueles que torcem o nariz quando se fala em regulamentação da profissão da prostituta. Certamente, esse espanto diante da prostituição se dissipa, quando esses mesmos homens, se encontram nas boates, nos bares e nas ruas em busca de serviços sexuais. E a hipocrisia segue seu curso!
Divulgo, abaixo, nota de repúdio da APROS-PB contra declarações feitas pelo vereador Lucas de Brito Pereira (DEM).
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NOTA DE REPÚDIO
A Associação das Prostitutas da Paraíba (APROS-PB) vem à público declarar, manifestamente, o seu repúdio às afirmações feitas pelo vereador Lucas de Brito Pereira (DEM) na tribuna da Câmara de Vereadores de João Pessoa, no dia 30 de abril de 2014. O vereador, na ocasião, expressava o seu descontentamento com o projeto “Puta Cultura” aprovado pela Fundação Cultural de João Pessoa (FUNJOPE). O projeto consiste em realizar atividades culturais, como apresentações teatrais, na promoção de esclarecimentos sobre as DST/HIV/AIDS e Hepatites Virais, além de contribuir para a redução dos estigmas produzidos contra as prostitutas e conscientizá-las acerca de seus direitos e promover seu acesso aos bens culturais.
A APROS-PB realiza atividades desde 2001. A Associação é referência nas ações de identificação, mapeamento e prevenção contra DST/HIV/AIDS, desenvolvendo um trabalho orgânico com as prostitutas, recebendo o reconhecimento e o respaldo das diversas esferas institucionais do poder público. Sendo a prostituição uma profissão estigmatizada e vulnerável às problemáticas sociais, tais quais a epidemia da AIDS, as várias formas de violência, as desigualdades de gênero e a ausência de políticas públicas, se faz necessário uma abordagem diferenciada com a categoria, visto que, apesar da prostituição ser um trabalho e ser possível às prostitutas sustentarem a si e a suas famílias, a profissão não é regulamentada, não tendo estas profissionais amparo legal, carteira de trabalho, assistência médica, licença maternidade e aposentadoria.
Reconhecer que uma das profissões mais antigas do mundo necessita de regulamentação e tutela pelo poder público é identificar a importância histórica dessas trabalhadoras. É, necessariamente, perceber que o equívoco, na verdade, se encontra na postura assumida pelo agente público em acreditar que ele, na sua arrogância, pode dizer o que é ou não cultura ou mesmo quais as políticas públicas devem ser destinadas as prostitutas. Ousando insinuar que à estas deveriam ser reservadas ações relacionadas a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes) que viabilizassem a saída destas da profissão, buscando dessa forma, exercer o controle da vida sexual das prostitutas, lhes negando a poder sobre seus corpos e reforçando desta forma uma cultura machista e patriarcal.
Ser puta é tão culturalmente válido quanto ser atriz, bailarina, carteira e até vereadora. A hipocrisia aliada à conservadora moral sexual opera o fundamento estrutural dos discursos na deslegitimação do nosso trabalho. Nesse sentido, promover condições para que as profissionais do sexo de baixa renda, pouco escolarizadas, moradoras das periferias de João Pessoa possam ter oportunidades de acesso à educação e à cultura se torna essencial, sendo, inclusive, um resgate de uma dívida histórica com estas mulheres.
 
Por isso, tire o seu moralismo dos nossos corpos! Eles não lhes pertencem!
 
João Pessoa, 03 de maio de 2014.
 
 

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