Mulheres negras recebem prêmio ‘ Luiza Mahin’ em homenagem ao Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

No dia 25 de julho, a docente Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (do Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas da UFSCar e membro do Grupo de Pesquisa Práticas Sociais e Processos Educativos) recebeu o prêmio “Luiza Mahin” * oferecido pela Secretaria Municipal de Participação e Parceria de São Paulo. A premiação foi realizada na Câmara Municipal de São Paulo e teve como objetivo reconhecer esforços das mulheres negras do continente americano em defesa das transformações nas relações de gênero e raça.

O I Prêmio Luiza Mahin foi concedido a sete mulheres negras brasileiras, que se destacaram pela coragem, persistência e liderança. O senador Eduardo Suplicy, presente ao evento declarou: “Sete mulheres de destaque por sua atuação nos movimentos sociais e na luta contra a discriminação foram hoje justamente homenageadas nesta Casa. Isso é uma honra para mim, como convidado, e um avanço para a cidadania do Brasil”. As premiadas foram:

– Ana Maria Araújo Santos, mais conhecida como Mãe Ana de Ogum, filha-de-santo de mãe Simplícia de Ogum da Casa de Oxumare. Iniciada ao culto dos orixás com 16 anos, ela completou 50 anos mantendo viva a tradição do candomblé;

– Fanta Konate, bailarina, coreógrafa e cantora, foi fundadora da ONG África Viva e fundadora e coordenadora do Instituto Famodou Konatê, com sede em São Paulo;

– Luislinda Dias de Valois Santos, a primeira mulher negra a entrar para a magistratura no Brasil, em 1984, e a primeira profissional a proferir uma sentença contra o racismo no País;

– Mafoane Odara Poli Santos faz mestrado de psicologia Social na USP, milita nas áreas de juventude, saúde, gênero e raça e coordena o Geração Muda Mundo, programa de juventude da Ashoka Empreendedores Sociais;

Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, professora titular de ensino-aprendizagem e Relações Étnico-Raciais da Universidade Federal de São Carlos, pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros/UFSCar e coordenadora do Grupo Gestor do Programa de Ações Afirmativas da UFSCar, entre outros;

– Sonia Maria Pereira Nascimento, advogada, fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, do qual foi presidente por duas gestões. Coordenou os projetos SOS Racismo de Assessoria Jurídica às Vítimas de Discriminação Racial de 1994 a 1998 e o projeto Atendimento Psicossocial às Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Sexual;

– Theodosina Rosário Ribeiro, formada em filosofia e direito, foi a primeira mulher negra a se eleger pela Câmara Municipal de São Paulo, em 1968. Teve ainda três mandatos como deputada estadual.

Mulheres premiadas

A respeito da premiação que recebeu, Petronilha disse: “O evento foi muito importante por reconhecer e valorizar o trabalho de mulheres negras, descendentes dos africanos, no sentido de divulgação da cultura negra, inclusão social e luta antidiscriminatória em favor de todos os segmentos da população brasileira que a sociedade insiste em manter a margem”.

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* O prêmio é oferecido em referência à Luiza Mahin, mulher negra da tribo Mahin que liderou, em 1835, a Revolta dos Malês, uma das maiores rebeliões contra a escravidão ocorridas em solo baiano.

Fontes:  http://www2.ufscar.br                       http://www.camara.sp.gov.br

 

 

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