17 de maio – Dia Internacional de Combate à Homofobia

O dia 17 de maio tornou-se marco do combate à homofobia porque, em 1990, nessa data a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Essa ação configurou-se como uma conquista no sentido do reconhecimento da homossexualidade como mais uma dentre as diversas formas válidas de vivenciar a sexualidade, apesar de observarmos manifestacões que, historicamente, tenham sido empregadas para inferiorizar orientações sexuais que divergem da heterossexualidade associando-as à noção de pecado, crime, doença ou perversão.

Em artigo intitulado “Desnaturalização da heterossexualidade“, Leandro Colling* destaca que a data é pertinente para pensarmos em estratégias que devem ser empregadas a fim de desconstruir argumentos homofóbicos, uma delas é a denúncia de que a heterossexualidade é compulsória, isto é, não é entendida como mais uma das formas possíveis para vivenciar a sexualidade, mas é  imposta como norma a ser seguida por todas as pessoas.  Concordamos com o autor, quando este diz que para romper com essa construção social é preciso desenvolver estratégias no campo da cultura “nesse processo, comunicadores e artistas também poderiam servir como excelentes sensibilizadores para que tenhamos uma sociedade que realmente respeita a diversidade. E a festeja como uma das grandes riquezas da humanidade”.

A escola como outras instituições sociais também tem um papel importante a desempenhar no sentido de desconstruir argumentos homofóbicos que sustentam a violência voltada a pessoas que não possuem a heterossexualidade como orientação sexual. Para isso, projetos como Escola Sem Homofobia não deveria interessar apenas educadores e discentes LGBTTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), mas deveria se debatido e problematizado por todos aqueles que tomam parte do universo escolar: docentes, discentes e funcionários da escola.

Nesse sentido, destacamos o vídeo “Novamente” um curta-metragem produzido pelo Grupo Arco-Íris e a Universidade Federal do Rio de Janeiro para problematizar a discussão sobre a diversidade sexual nas escolas.  O vídeo retrata a luta diária contra a discriminação nas escolas e o título traz a ambiguidade de que esse fato se repete cotidianamente, mas também pode ser abordado e encaminhado sob a ótica de uma nova perspectiva, isto é, uma nova mentalidade que em vez de perpetuar a discriminação e os preconceitos pode promover a valorização da diversidade.

Vale a pena conferir o vídeo.

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Leandro Colling é professor da UFBA e membro do Conselho Nacional LGBT. O artigo referido foi publicado no jornal Folha de São Paulo no Caderno Opinião (17/05/2011).

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